Meu, é um saco!
Trabalho das 8:18 às 17:45.
Sigo direto para a faculdade, e lá fico até às 22:20 ou 22:30.
Chego em casa, por volta das 22:45.
Minha mãe: desanimada, deprimida, porque meu pai insultou/xingou ela.
Meu pai: reclama de algo, assiste TV e está sem dinheiro.
O Sardinha: morde, arranha, morde-arranha e mia para ir para a rua.
Falo pouco, porque deixei de ser escutada há tempos aqui dentro.
Situações que mecheram com o meu comportamento:
* Um belo dia dormi com a TV ligada, às 5 da manhã, ainda estava ligada. Meu pai acorda, com seu pijama-cueca, desliga a TV dizendo:
- Ê Karina! Mas, gosta de gastar uma energia.
Eu sonolenta digo:
- Pai, desculpa.
Ele sai em silêncio.
No outro dia, não havia clima pra conversar, poxa vida, dormi de cansada, fico em casa das 22:45 as 8 da manhã e escuto reclamação? Todos os dias, desligo o microondas antes de dormir, depois de usar. Apago a luz da sala de jantar antes de dormir. Fecho a torneira enquanto lavo a louça. E aí me diz: "Mas gosta de gastar energia". NÃO! Eu estava cansada!
Solução: desligar a TV antes de levar meu prato do jantar para a cozinha.
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Um belo dia, eu precisava ir ao banco e comprar algumas coisas no mercado. Queria ir pra casa mas não dava tempo, dessa forma eu faria o que precisava fazer e deixaria as sacolas do mercado com o meu pai após ele pegar meus sobrinhos na escola... aconteceu um mal entendido e meu pai disse algo como: "Não sabe o que quer".
Ele não entendeu que eu não tinha tempo pra decidir mta coisa e que realmente precisava fazer aquelas atividades nesse curto espaço de tempo. Depois de ouvir algumas desagradáveis reclamações, fiz o que tinha que fazer, como precisava fazer.
Solução: resolver minhas atividades no horário de almoço (trade off) sem precisar contar com ele pra isso nesse curto horário, e ir diretamente para a faculdade... para evitar mais uma ida e volta de casa para a faculdade.
Redução de custos.
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A conta de telefone não veio em fevereiro, falei pra ele:
- ainda é fevereiro, cobra senão vai vim 2 faturas, a de fevereiro e de março.
Ele cobrou? Não.
Dito e feito.
O problema não é esse, a questão é que a ex-mulher do meu irmão ligou diversas vezes para minha casa a cobrar, chegou a ter uma, UMA das diversas ligações... no valor de R$ 41,26. Somando-se as duas contas ficou algo em torno de R$ 950,00. Imediatamente, fiz minhas contas de ligações minhas: R$ 47,73.
Daí meu pai teve a brilhante idéia de cancelar o speedy pra ficar menos cara a conta de telefone (??)... Sendo que a minha irmã paga metade do speedy... Pensei: não mesmo! Mal fico em casa e quando fico PRECISO do Speedy e ele quer tirar algo que sai por 50% pra ele e que não é o real problema desse valor absurdo de conta de telefone?
Pagar o speedy não é o problema, pago.
O problema é não ter coragem o suficiente pra criar atritos necessários e exigir a justiça.
Solução: pagar minhas ligações para não ouvir reclamações a respeito disso.
Falei a frase acima pra ele e ele disse:
- Quem está reclamando? Eu não estou.
Eu respondi:
- Não por enquanto. Pelo menos, fico isenta de ouvir reclamações.
E assim vai.
Se me atrapalha eu mudo, mas não peça para gostar mais, porque aí já é difícil.
O problema dos homens, é que eles não valorizam a estabilidade... Se meu pai continuar reclamando desse jeito, vou dar bons motivos pra ele reclamar... daí pelo menos vale a pena ficar ouvindo coisas do tipo.
Todo dia, sou desvalorizada no trabalho, na faculdade. Deprecio e muito, todos os dias. Agora, isso na minha casa também? Não. Não mesmo.
Esse desabafo não parou aqui... mas tem que parar, porque afinal de contas, amo meu pai. Mas nem por isso, vou deixar que as reclamações dele fiquem maiores do que o amor dele por mim.
Ama? Cuida!
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