terça-feira, 23 de outubro de 2012
Falando da vida
Definitivamente, cheguei à vida adulta.
Agora estou com 25 anos e desde que escrevi a música da Frances no post anterior, muita coisa ficou diferente.
Divulguei pela primeira vez essa música, no Natal de 2011.
Desde então, talvez eu não tenha vindo aqui (se bem que não apareço com tanta frequência) porque teve muita coisa acontecendo, e não deu tempo de falar.
Passei o Natal longe do Fábio, porque nossas famílias moram em lugares diferentes, e também, porque vimos com muita clareza que seria uma tolice viajar para: Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina e Curitiba, em tão pouco tempo. Até entender que era tolice, foi falta de interesse da minha parte e teimosia do Fábio, o importante é que as coisas mudam e se reciclam.
Fiquei do Natal até o ano novo em Indaiatuba / Itupeva e foi um sucesso!
Esse período do ano meu pai estava muito longe, não queria conversar muito e os pensamentos eram a maior companhia dele nesse dia. Festejamos, brindamos e ele respondeu que sim, faria 70 anos no próspero ano de 2012. E fez! Mas durou só um dia com essa idade.
Infelizmente, meu pai já não vive presencialmente conosco, faleceu. Era o maior medo que minha vida suportava... E realmente, foi difícil. Tão difícil que talvez somente agora eu consiga falar, ou escrever sobre isso.
Hoje em dia, já tenho uma saudade boa! Sinto como quando ia ver ele no final de semana, cheia de ternura e vontade de não deixar nenhum problema estragar meu tempo com ele. Acho que continua assim, mas hoje, ele passou a ser meu ouvinte, já que não pode atender minhas ligações, ou me dar novos conselhos... Pelo menos, os que ele me deu a vida inteira foram suficientes até agora.
E o que fazer quando se tem saudade? E quando se tem amor, mas cadê o meu amor?
Depois de tantos meses duros, entendo que não tenho outra opção, senão viver. Se ele estivesse aqui, estaria fazendo o mesmo, tentando oxigenar a vida, dar movimento, alegria, intensidade... Foi o que ele sempre quis, talvez eu até tenha feito isso tudo demais.
Meu pai, sempre me dizia que eu era muito preocupada e depois eu entendi que ele estava certo (não que eu estivesse errada), mas em algum momento, toda essa preocupação se fez necessária, e em um outro momento, ela simplesmente foi embora.
Se eu falasse com ele agora, ele me diria: ainda está acordada?
Se fosse duas horas mais cedo ele me diria: ué, já vai dormir?
Pois é, ao longo da vida, ele me deu conselho pra tudo. Já que a saudade aperta tanto, vou seguir o conselho dele! Afinal de contas, amanhã, é um novo dia!
Amo você pai! Sorte a minha ter sido sua filha, mais sorte ainda é poder ter falado tudo de mais bonito quando estávamos bem, em um dia qualquer... Onde você estiver, estaremos juntos de coração!
É a vida, não teria como ser diferente.
:)
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